04/08/09 >> Gramado Cine Vídeo
Cavi Borges fala da sua expectativa para o Gramado Cine Vídeo
O diretor e produtor Cavi Borges, realizador do premiadíssimo L.A.P.A é o convidado do Gramado Cine Vídeo de 2009 para o Projeto “Meu vídeo, Minha Vida”, que será realizado na quarta-feira, dia 12 de agosto, às 15h, no auditório Azaléia, da ExpoGramado.

O que tu esperas do Gramado Cine Vídeo?
Vai ser minha primeira vez em Gramado. Estou esperando além de
muito frio, encontrar jovens realizadores que como eu, buscam novos caminhos
para produzir e fazer seus filmes serem vistos. Espero fazer novos contatos e
encontrar possíveis novos parceiros para futuras produções.

Tu vais participar do Projeto “Meu vídeo, Minha Vida”, o que pretende
transmitir?
Pretendo mostrar um pouco do meu trabalho para de alguma forma estimular e se
possível, ajudar outros a fazerem cinema também. Quero mostrar que existem
novos caminhos e formas de se pensar cinema. Novas formas de produzir,
distribuir e exibir. Tentar superar essa falta de apoio e mostrar que qualquer
um pode fazer cinema. Basta querer muito e criar suas oportunidades.

Quais os novos rumos da linguagem audiovisual?
Acho que as mídias digitais realmente estão transformando todo nosso cinema. Tanto na forma de fazer, como na forma de distribuir e exibir. Essas novas
tecnologias estão permitindo também que surjam novos cineastas, aumentando
tremendamente a quantidade audiovisual produzida. Essa quantidade deve levar
também o aumento da qualidade.
Acho que todas essas transformações tecnológicas devem também modificar as
formas de se pensar o audiovisual.

Como o cinema pode realizar a inclusão social?
Primeiro permitindo que novas pessoas possam produzir filmes e se expressar.
Serem ouvidas e falar o que pensam. Num segundo momento, essas pessoas podem ver no audiovisual uma possibilidade de trabalho e de ganhar a vida. Além
disso um filme pode rodar o mundo. Pode ser visto em lugares nunca antes
imaginado e muitas pessoas novas podem passar a conhecer aquela história ou
aquele determinado trabalho. Ajudando assim em oportunidades e até interesse
de outros em ajudar ou apoiar aquela iniciativa. Numa última esfera, as pessoas que estão assistindo um documentário ou um filme específico podem ser
tocadas e aquilo pode mudar toda sua forma de pensar a sociedade onde ela
vive , gerando transformações bastante relevantes.

Desde 2000 com o Fora de Eixo até o premiado LAPA quais as dificuldades de empreender em cinema no Brasil?
A falta de apoio ainda é a maior dificuldade para o jovem realizador.
Conseguir grana e tempo para produzir seus filmes e ainda ter dinheiro para
sobreviver é o grande desafio que passamos. Por isso acredito que a parceria é
uma saída para superar essas dificuldades. Um ajudando no projeto do outro.
Juntar os amigos e pessoas que pensam cinema como você e fazer um verdadeiro
mutirão cinematográfico. Assim que consigo produzir meus filmes. Assim que
tenho aprendido e evoluído no cinema. Depois as oportunidades vão surgindo e
as coisas vão melhorando. Passo a passo.

Um ponto muito importante também é estar sempre antenado no mercado. Conhecer como ele funciona e sua regras. Saber fazer um projeto e como distribuir seu filme. Não basta ser artista tem que ser produtor e empreendedor também.
 

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